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SOBRE ESCREVER E SOBRE MORRER, SE É QUE HÁ ALGUMA DIFERENÇA, ESCREVER É SE MATAR AOS POUCOS

“Você seria capaz de viver consigo mesmo? Mas que é que esta frase significa senão… decadência”. Roberto de Gomes e Souza era professor de literatura e músico em tempos esparsos, entre uma nota musical e uma nota acadêmica sua vida ia escorrendo, não, não farei nenhuma metáfora mui detalhada do tempo passando, essas ele já conhece muito bem, melhor será introduzir ele próprio para narrar-se, afinal, são também escritores aqueles apaixonados pela literatura, ou é ela somente manifestação material?

 

“Muitos disseram que o dom com as palavras era intuição, um dom divino que se revelava com uma espécie de êxtase sensorial ao autor, bem, poderia dizer o mesmo dos escritores da geração beat, só que seu Deus (poiesis) era sintético, químico, alucinógeno, mas a fagulha que incendeia seus corações com as letras ainda estava lá” – Dizia eu para a classe já expondo minha tese de graduação.

Do fundo da sala um de seus alunos bramou: “Eu vi as melhores mentes da minha geração destruídas pela loucura!” (I saw the best minds of my generation destroyed by Madness) “Parece ser a única parte que as pessoas se recordam da epifania caótica e também “revelada” de Ginsberg” Rebati“Mas, não se esqueçam da demonstração novamente do divino quando ele recorre à entidade Moloch”  ~They broke their backs lifting Moloch to Heaven! Pavements, trees, radios, tons! lifting the city to Heaven which exists and is everywhere about us! ~ O sinal tocara indicando o fim da aula, encerrando sua digressão apaixonada, no tumulto de alunos deixando a classe uma de suas alunas mais dedicadas se aproximara; imaginando logo ele que ela viria expor sobre as angústias institucionais dos alunos. “Adorei a aula de hoje professor, e quanto às experiências desses escritores que você parece ser um amante de sua arte, eu gostaria de saber se sua paixão permanece somente na leitura.” “Interessante eufemismo para me perguntar se já participei da histeria coletiva provocada pela onda de drogas dos beats na minha juventude. Não é preciso sentir na pele o que passaram para compreender sua literatura.” “Ah, qual é, não precisa ser o puritano e comedido professor de literatura.”  “Todos nós compartilhamos de um mesmo sentimento, solidão. Isto eu definitivamente tenho em comum com eles em experiência sensorial.”  “Oh…Bem, vejo você na próxima aula.”

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A Besta

Há uma besta dentro de mim

Não a vejo

Só a sinto

Sinto-a como a pária de um sol vermelho

Sinto-a como as primeiras manchas de sangue sobre mim

Sinto-a como a carne crua exposta após a caça

Sinto seu pulsar

Rasga minhas veias para expelir-se

quer trazer a tona sua vivacidade 

quer me fazer viver

quando a muito estou morto

quem me matara? pergunta o detetive

eu fora do meu corpo reluto mas o esclareço

– A resposta triste e solene é uníssona: meu próprio espirito. 


(Resguardado conteúdo, sendo ele inteiramente original do Autor que o publicou, semelhanças com obras externas são não intencionais e mera coincidência)

Angústia

A cachoeira foi a primeira visão, não uma visão concreta, não havia nenhuma queda d’água bem a sua frente, mas ele a viu, era como seus sentimentos ele pensou, toda aquela água descendo, toda a pressão, a pressão daquela cachoeira o esmagava ao ínfimo, a cachoeira era seus sentimentos, foi esse seu primeiro pensamento do dia.

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Prometeu Moderno

Havia uma terra, distante, em um local frio, com um nome que se dito talvez a ninguém encante, na qual, uma vez se fez de um evento tenebroso, onde aquelas criaturas inomináveis se espreitavam, com gozo; e naquela terra também havia um homem, cujo aspecto vale tecer, era magro, sisudo e de aspecto quase cadavérico, seus olhos, muito eram esféricos, presos a pele que aparentava fragilidade de uma longa idade, quando contudo muito era jovem este homem, e durante um dia de nevada este mesmo caminhava por uma estrada, parada, num dia de neve…onde o mundo…adquiria uma aspecto pausado…e cada floco de neve que caia…fazia o tempo parar…um segundo…meneava então nosso herói homérico, até enfim encontrar uma cabana, ao longe, em cima de um pico mais elevado na geografia local agora encoberta de branco, este, não estava com roupagem para a ocasião e seus ossos sentiam o frio que o diabo lhe condenara, de repente parou e tomou posse da história e do próprio narrador que vos fala…

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Um conto sobre o nada

(Ou também) “A Fina Poesia sobre o NADA

E havia um deus muito antigo e também muito sábio, sentando em sua plenitude sob o trono da infinidade, dentro de sua cabeça um movimento solene, que hoje seria algo comparável ao movimento da maré e de seus cérebro brotou algo ainda meio “informe”, este ser informe agora com uma adquirição própria de conhecimento se da uma forma, esta em termos compreensíveis para nós, uma forma humanoide.

Aquele deus, mesmo soberano sob seu grande reino incompreensível se inquietou com a criação que sairá de si, e lhe deu o nome de “Humano”, como aquele que adquiri consciência própria, o adendo da Tabula Rasa em material físico, esse deus ainda hoje sem nome questionou o novo ser em uma língua que também até hoje não se tem conhecimento: – Ora, viestes de mim, mas de mim não viestes, pois de mim não sois fruto, que és tu forma desconhecida para o ser de que vossa própria pessoa saíra?” E pelo que se sabe o Humano apenas se limitou a dizer que era a pura simples forma do desejo, findado no plano físico e tiveram os dois uma longa conversa ainda desconhecida sobre a natureza do Humano, e a mesma não chegou a lugar algum, pois a lugar nenhum era justamente seu destino e de lugar nenhum era também sua origem; estavam pois os dois seres em um ponto onde havia apenas o tudo e o eterno.

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